Daniela Saldanha

Libriana, paulistana, formada em Publicidade & Propaganda, também em Estética & Cosmetologia, estudante de Direito mas, nem por isso, perdida na vida.

Já fui tosadora de cachorro por amor, estagiária de mídia por sorte, assistente de marketing por azar, empresária por escolha... Mas as coisas não deram muito certo... “Caí” no curso de Direito meio que por acaso (e existe acaso?), depois vi que foi sorte. Atualmente, trabalho na área jurídica e espero o que a vida me reserva (sem fazer muitos planos).

Sou difícil pra gostar das coisas, acho que por ser crítica demais, mas quando isso acontece, aí vira paixão! Sou intensa, mas em pouquíssimas coisas. Não me envolvo com a maioria delas.

Adoro comida japonesa, bicho, forró, homem inteligente, cantar, viajar, Caraíva, homem que sabe dançar, dormir, zen, música brasileira, meus amigos, homem estranho, chocolate... Dependendo do dia, a ordem muda.

Não gosto de muita coisa. Mas estou aprendendo a lidar com elas. E assim, vou tentando viver a vida de uma forma mais leve...

Neste Blog
Tudo que vem à cabeça sobre todos os assuntos, meus e alheios.


::comentários?::


Status...
...aterrizada...



Mãe, joga fora os óculos!!
Aumenta a letrinha!!

Suspeito isso...

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Sentidos**



Quarta-feira, Novembro 21, 2007

Pluviosidade

Sonhei com uma chuva que me protegia e preservava de toda rudeza do mundo. Chuva que me queria bem e me fazia fluir entre desaprovações sem qualquer dor. E me carregava no colo, fazendo com que visse tudo o que me aflige, mas debaixo d’água. Pareceu tudo mais leve. Hidroginástica... Ela me tirava pra dançar e me girava em seus braços e voltas, fazendo sorriso.

Sonhei com essa chuva de olhos transparentes e coração puro. Chuva que lavava minhas tensões e me convencia de que posso voar. Ternura. E me acolhia, fazendo sentir saudade de tempos sem medo. E me fazia lembrar de quanto a admirava, com sede de abrangência. Mostrava como é ser chuva admirada. Precipitação observada. Leveza no querer, com ímpeto certo. Agora sou um pouco chuva...

Segunda-feira, Novembro 19, 2007

Com sua licença, Silvia!

Tava dando um "bizóio" no blog da minha querida amiga Silvia Curiati (é o Salón Comedor, está no "suspeito isso", aqui embaixo, ó!) e encontro esta beleza de post... Sil, com sua licença, direitos autorais e blá-blás mais, transcrevo abaixo parte dele... Lindo! Saudade, Sil!! Beijo pra você!

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Começos

Alguns testam a temperatura da água de uma piscina molhando os pulsos e a nuca, para climatizar o corpo. Observam a reação da pele, percebem se seria ou não violenta a mudança de ambiente, e decidem se vão molhar as pernas, caminhar um pouco lá dentro movendo os braços e entrando, vagarosamente, até o pescoço, optando por manter os cabelos secos. Para alguns, não é necessário molhar a cabeça.

Talvez molhar a cabeça seja um ato de entrega. Dizem que não devemos deixar um desconhecido, ou pessoas com energia ruim, tocarem na nossa cebeça. Vai ver que enfiá-la embaixo d'água represente isso também.

Mas eu sou do tipo que mergulha, pula, entra com tudo e sorridente. Tira 3 camadas de roupa ao pé de uma cachoeira, sob uma temperatura de 5 graus, e encara a água.
Depois passa frio, porque o sol pode ser encoberto por nuvens. Passa desespero porque começa a tremer e a toalha está longe. E mesmo conhecendo as conseqüências deste meu impulso, o prazer de entrar de cabeça ainda me atrai. Até porque, nem todas as águas causam efeitos colaterais nagativos. Algumas abraçam e acolhem.

Por que começar pelo fim e terminar pelo começo?
Já diria a canção... every new beginning comes from some other beginning's end.
Se não acaba, não começa. Se não há vontade de início, não há estímulo para fim.
I know who I want to take me home.




Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Amor de pensamento

Passou muito tempo pensando no encontro. E lembrando beijos, cabelos desgrenhados em mãos, corpos suaves. Encaixe. Não sabia mais o que era real, desejo, saudade... Amor até. Sentia sua presença sufocante, agradável, sempre ali. Sem esquecer...

Mas, frente-a-frente, desencaixe nos olhos sem o brilho dos pensamentos. O Beijo tinha gosto de lembrança errada. As palavras não fluíam ritmadas. E já não sabia o que era real, desejo, criatividade... Engano talvez. Sentia sua presença distante, incompleta, sempre assim. Só restava esquecer...

Terça-feira, Novembro 06, 2007

O mundo é dos espertos. Skavurska é o Papai Noel... E trouxa é você (ou eu)!

- Mamãe, por que o papai sempre fica bravo quando fala com o homem da TV no telefone?

- Que homem, menino?

- O homem legal que aparece na TV, que dança... Que tem um chapéu engraçado... Aqueeele, mamãe... Da festa... Que fala “skavurska”!

- Aaaah! Sei... Sabe, filho... Esse homem é muito mau... Igual a bruxa da Branca de Neve, sabe? Se faz de boazinha e dá uma maçã envenenada pra ela... Igual ao Lobo-mau que se finge de vovozinha... Nesse naipe!

- Naipe?

- Deixa pra lá, filho... Vai brincar com o Totó. Daqui a pouco seu pai se acalma...

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

Não mais nós

Se não te quero mais, que saiba por mim, e não pelo que andei dizendo por aí. Que saiba por minhas letras, e não pelo que alguns já possam supor. Que saiba agora, como um afago que te fere o ego e te arranca a opção. Que seja página que se vira e enterra o sentimento que outrora enfrentou a razão.

Se não te espero mais, que saiba assim, e não pelo que andei cochichando em todos os lugares. Que saiba por minha boca, e não pelo que possam dizer por ela. Que saiba nesta hora, como um beijo que te corta a carne e resolve a encruzilhada. Que seja sede que se afoga em água e confirma o indício.

E não mais meu beijo, meu calor, meu ar. Não mais meu laço, meu nó... Que abrace as conseqüências. Eu desenrosco... E isso fica sem nós.